Como é o treinamento do cão-guia



O uso de cães para condução de cegos surgiu na década de 1920 nos Estados Unidos. Cerca de 30 anos depois, a novidade desembarcou no Brasil. Estima-se que existam no país cerca de 200 cães-guias, animais que, conforme a legislação, têm acesso irrestrito a todos os lugares freqüentados por seus donos, como restaurantes, empresas públicas, estações do metrô e até aviões.


O cão-guia deve ser muito bem treinado e socializado. Isso porque ele precisa saber se comportar em diversos ambientes, especialmente na rua, para guiar corretamente. Além disso, ele precisa também entender e obedecer a todos os comandos de seu dono. Assim, o deficiente visual pode pedir ao cão para apanhar objetos como chaves, telefones e até medicamentos. Isso porque um cão bem treinado pode assimilar aproximadamente 200 nomes de objetos que deve levar a seu dono, quando solicitado.


O cão-guia recebe um adestramento minucioso que começa quando ainda filhote. Depois que nasce, o cão é adotado por uma família de acolhimento, que lhe dá um treinamento básico de obediência e de socialização. Nessa fase ele aprende coisas simples como sentar, deitar, fica, freqüentar locais públicos, não correr atrás das pessoas, andar de carro e de metrô e ir a restaurantes. Essa família faz um trabalho voluntário e fica com o animal até que ele complete um ano de idade, quando o cachorro volta ao canil para receber o adestramento específico. Essa segunda fase leva cerca de seis meses.


O treinamento do cão-guia dura em torno de dois anos e ele se aposenta dentro de 8 a 10 anos.

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